domingo, 5 de dezembro de 2010
05 de dezembro de 2010
Durante os meus últimos quatro anos vivi uma experiência única, e não foi por simplesmente estar fazendo uma faculdade, mais do que isso. Estava construindo novos pensamentos, colaborando com o que diz Freire (1986, p. 15) em [...] sermos críticos. A crítica cria a disciplina intelectual necessária, fazendo perguntas ao que se le, ao que está escrito, ao livro, ao texto. Não nos bastava o que os professores e escritores falavam, para cada nova ideia, novas críticas.
Em um semestre, um professor nos disse que deveríamos participar de um dos seus fóruns, mas que, antes de mais nada, e após a leitura, deveríamos fazer uma reflexão sobre o que ele havia falado, se concordávamos ou não e por que nossa opinião seria aquela. Isso me fez pensar profundamente, porque sempre ouvi o que meus professores diziam, lia tudo o que mandavam, mas não questionava nada do que lia. E, depois dessa provocação do professor, passei a ser mais crítica com tudo aquilo que lia e via. Foi um marco em minha vida, não somente profissional, mas em minha vida pessoal também.
Recordando Adélia Prado, citada por Rubem Alves (2009, p. 31) quando diz: "Não quero faca nem queijo; quero é fome." Se estou com fome e gosto de queijo, eu como queijo... Mas e se eu não gostar de queijo? Procuro outra coisa de que goste: presunto, banana, etc. Mas o que mais importa é que eu tenho esta convicção, das coisas que eu realmente gosto, e vou correr atrá destas, e não daquelas que convencionalmente querem que gostemos. É assim agora a minha vida. Penso mais sobre as coisas que acontecem à minha volta, penso mais se concordo ou não com elas, o por quê, entre outras coisas que passei a olhar de forma diferente.
Como diz Cora Coralina: " Feliz aquele que ensina o que sabe e aprende o que ensina."
domingo, 28 de novembro de 2010
28 de novembro de 2010 - 2ª postagem
É lamentável que ainda existam profissionais que pensam dessa forma, inviabilizando um bom relacionamento professor/aluno. Mas ainda os temos por aqui.
28 de novembro de 2010
Muitos dos meus alunos não tem interesse algum nem na leitura nem na escrita. Dessa forma, questionei meu modo de ensinar, e pensando nisso, atentei para a problemática e percebi que para que haja maior interesse, devemos atentar para uma problemática, conforme nos mostra Vygotski (1993, p 79) :
“O ensino deve ser organizado de forma que a leitura e a escrita se tornem necessárias às crianças. Uma necessidade intrínseca deva ser despertada nelas e a escrita incorporada a uma tarefa necessária e relevante para a vida; a escrita deve ser ensinada de modo que as crianças desenvolvam essas habilidades durante situações lúdicas, no seu cotidiano[...]”
Depois dessa reflexão, passei a analisar sobre o que poderia fazer para que a escrita se tornasse prazerosa para meus alunos, mas de que forma? Criando um Projeto de Aprendizagem.
Tal projeto viabiliza a necessidade natural dos alunos em escrever. Portanto, a partir do momento em que auxilio meu aluno, mas da forma que ele realmente precise, posso afirmar que haverá mudanças significativas, e o que é mais gratificante, é que serão mudanças para melhor.
domingo, 14 de novembro de 2010
LINGUAGEM
Recordei dos comentários da professora quando nos informou (pois eu não sabia) que a língua de sinais é diferente de região para região, mas que da mesma forma que os sinais podem ser diferentes de um local para outro, um ponto precisa ser igual, que é o fato de o indivíduo utilizar essa técnica visto sua necessidade de se comunicar, e crendo que “As línguas de sinais derivariam da comunicação gestual espontânea dos ouvintes”. Quadros e Karnopp (2004, p 31-37)
Por que achei isso muito adequado ao que estou trabalhando em aula? Porque estou demonstrando aos alunos o quanto é importante a comunicação, e que nem sempre poderemos falar com o interlocutor, ou nem sempre iremos querer falar com alguém a respeito de algum assunto. Muitas vezes precisamos falar de nossas emoções e não conseguimos, às vezes não é possível falarmos com palavras, até porque não há força, ou não há palavras faladas que possam expressar o que sentimos, mas muitas vezes um bom texto, um bom relato, uma boa escrita torna muito mais prazeroso e muito mais intenso o que realmente queremos dizer.
E sei que na língua de sinais existe essa questão de sentimento e emoção, porque a pessoa que estiver vendo o que estamos falando compreenderá que faz realmente parte do que sentimos.
Retirado da disciplina de LIBRAS, sétimo semestre.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
11 de novembro de 2010
Quando ele fala a respeito do realismo no ensino, claramente observo isso nos escritos das crianças. Cada vez que eles produzem seus textos fica mais evidente sua necessidade de expor seus sentimentos. Hoje recebemos a visita de um autor, seu nome Alvaro Ottoni, e trabalhamos em sala de aula um de seus livros, "Quando o coração recebe visita". Essa história relata a vontade de um menino de ser escritor, justamente o que estamos trabalhando: criação textual.
E depois de trabalharmos bastante esse livro, finalmente conhecemos quem o criou. Foi muito emocionante nosso encontro, eu estava mais emocionada que as crianças.
Mas o que mais me deixou feliz, foi o fato de que quando chegaram na sala de aula, sentiram a necessidade de escrever em seus cadernos ou diários, os seus sentimentos daquele momento. Foi muito marcante para eles aquele encontro, mas o que mais foi marcante para mim, foi que eles já compreenderam que podem e devem escrever bastante, coisas que sentem, coisas que gostam ou que não gostam.
Ele diz que "a aprendizagem deve começara partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno, e não a partir de teorias abstratas." ( DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. 2004)
Tenho sentido em meus alunos que suas aprendizagens tem se tornado cada vez mais intensas, demonstrando que o nosso trabalho tem dado bons resultados. E o que é muito importante, o aluno tem feito esse trabalho por prazer, mesmo que isso valha nota, ou que seja avaliativo, eles tem trabalhado em seus escritos, em mesmo que sem perceber, tem escrito cada dia mais e com maior consistência.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Dia 10/11/2010
Trago aqui um pequeno trecho do texto que li e que compreendo ser de grande importância para meu trabalho acadêmico. Diz o seguinte: "Não falamos sempre da mesma forma, não escrevemos adotando sempre o mesmo estilo. As condições de produção do discurso - o contexto de uso da linguagem, o lugar do qual falamos, o interlocutor - interferem na seleção do conteúdo (o que dizer) e das estratégias do dizer (como dizer). (DALLA ZEN, TRINDADE ; 2002)
Eu tenho observado em meus alunos que a grande dificuldade que encontram ao escrever um texto, é justamente o que e como escrever. Estão tão acostumados a serem conduzidos pela linha da "boa" escrita, que ficaram completamente travados para escrever e ler o que escreveram. Ficam muito preocupados em qual o tema da escrita, quantas linhas precisam utilizar. Outro absurdo (que até pouco tempo atrás eu fazia) era de corrigir todas as redações, enchendo de caneta vermelha em tudo o que era canto. Imaginem só, uma criança com grande dificuldade em escrever, faz o maior sacrifíco do mundo para colcoar meia dúzia de palavras em um papel, de repente chega aprofessora e marca quase todo o texto com a tal da caneta vermelha. Ela fica muito frustrada, e acaba por ficar de certa forma traumatizada com essa atitude e cada vez escreverá menos.
Esse comentário é fato, pois é exatamente o que tenho observado em meus alunos.
Por isso, minha proposta de criação textual se tornou muito diferente do que eu antigamente fazia. Hoje tenho muito cuidado ao solicitar um texto.
Mas antes de mais nada, comecei um processo de escrita. Trouxe a eles diferentes textos e diferentes formas de escrita textual. Porque para que possamos compreender alguma coisa, precisamos de um exemplo, geralmente. Foi o que fiz.
Não posso afirmar que hoje meus alunos escrevem maravilhosamente bem, mas posso falar com toda a convicção que eles já sabem que podem e que devem escrever, não importa ainda muito se eles já estão ortografizados, se os seus textos estão totalmente dentro dos padrões da escrita, mas com certeza, a qualidade do conteúdo das suas escritas melhorou 100%. E dessa forma fico feliz e me sinto uma vitoriosa, assim como acredito que eles se sintam também.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Ao ler os escritos de David Elkind, segundo Erik Erikson, percebi quanto está mudando nossa sociedade.
Ali ele fala que a criança que já está com 12 anos passa para a fase da adolescência, explicando do que se trata, e como geralmente procede um indivíduo com essa idade. Ele acredita que "O adolescente, tanto mental como fisiologicamente, e, além dos novos sentimentos, sensações e desejos que experimenta, em decorrência de modificações orgânicas, desenvolve uma infinidade de novos meios de entender o mundo e de pensar a respeito dele. Entre outras coisas, os adolescentes podem hoje imaginar a respeito de como pensam as outras pessoas e conjeturar sobre o que estas pessoas pensam a seu respeito. Ao mesmo tempo, o adolescente pode imaginar famílias, religiões e sociedades ideais com as quais compara as famílias, religiões e sociedades imperfeitas, de sua experiência. E, finalmente, o adolescente torna-se capaz de construir, ou adotar, teorias e filosofias que constituirão um todo harmonioso de todos os aspectos conflitantes da sociedade. Resumindo, o adolescente é um idealista impaciente que acredita ser tão fácil realizar um ideal, como é imaginá-lo."
E o que vejo com meus alunos de 10 anos de idade isso já acontecendo, e não é com um ou com outro, mas sim com todos eles. Digo ainda mais: que as crianças menores já estão experimentando essas sensações e questinoamentos bem antes do que ocrre normalmente.
Agora vem a inevitável pergunta: Por que?
A resposta segue correndo: porque está mudando a situação no mundo. As informações que as crianças vem recebendo via televisão, rádio e até mesmo via internet, tem se tornado as principais causadoras das transformações gritantes que stão ocorrendo na sociedade mundial.
Dessa forma, estamos prestes a mudar nossa maneira de ver esses estádios de desenvolvimento, que não demorará muito chegará aos bebês, se já não chegou.
domingo, 24 de outubro de 2010
As TIC's na escola.
No momento em que forem escrever a respeito de um assutno que consideram importantes, eles precisarão ter maior autirdade sobre o que exatamente estão falando, por isso a necessidade de utilizar ferramentas que os auxiliem nessa busca.
Quabdo fiz o semestre com a disciplina de TIC's, aproveitei bem os pontos que eu tinha muita dificuldade e que não sabia como utilizar, então, depois de ter bastante confiança naquilo que estava trabalhando, passei a levar aos meus alunos meus aprendizados, mas confesso que aprendi ainda mais com eles.
De fato, precisamos falar na linguagem do educando, e as tecnologias são sua nova linguagem.
E o computador é um facilitador muito poderoso e muito útil para mim e para meus alunos, por isso o uso muito para mostra a eles novas atividades, novas maneiras de visualizar o mundo.
E cada vez que eles aparecem com uma nova curiosidade, lá vamos nós ao laboratório ou até a sala de vídeo para verificarmos qual é de fato o assunto levantado e questionado.
Nessa semana estávamos trabalhando com um assunto um pouco difícil, que é o sistema nervoso, então falei a eles que existia uma menina que possuía duas cabeças, e eles ficaram desesperados para ver e conferir se isso era realmente possível e verdadeiro. Fomos ao vídeo, e mostrei a eles no Youtube. Eles ficaram impressionadíssimos com toda a reportagem que viram (embora não tenham entendido nada, pois estava tudo em inglês) e foi maravilhoso poder mostrar ao invés de somente comentar e tentar visualizar mentalmente coisas que somente vendo é que poderemos compreender.
Valeu essa minha experiência, diante das tecnologias que se nos apresentam diariamente e que temos que usar e abusar delas em benefício da educação e da cultura de uma geração.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Respondendo...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Dia 12 de outubro de 2010
Mas analisei bastante um ponto interessante no 4º semestre, mais precisamente no Seminário Integrador, onde os professores nos incentivaram a ler um livro de Paulo Freire, "Pedagogia da Autonomia". Lembro que fui correndo na livraria e comprei um exemplar. Confesso que foi a partir dessa leitura que passei a me apaixonar pelos escritos desse maestral autor. Paulo Freire esmiuça os nossos problemas, encontra soluções ótimas e práticas para nossas angústias, fala em uma linguagem tão gostosa, que tanto alunos quanto professores são totalmente capazes de ler, compreender e ressignificar seu pensamento e sua visão de mundo, ou melhor, do nosso mundo, que é a escola.
Ele disse uma coisa muito séria e muito certa e reflexiva para docentes e discentes, que é o seguinte: "A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
Portanto, concordo com ele quando refere termos que aguçar nossa curiosidade, ter sede de conhecimento, querer saber mais, e o que é mais importante, não somente o aluno, que geralmente é o objeto de ensino, mas também do professor que precisa estar em constante busca de melhoras e de mais conhecimento. O mundo está sempre em mudança, e nós não somos diferentes, temos que buscar as mudanças, e por muitas vezes provocá-las.
domingo, 26 de setembro de 2010
Dia 29 de setembro de 2010
O Trabalho de Conclusão de Curso nos remete a muitas leituras, e muitas referências bibliográficas. Esse foi o maior diferencial nos trabalos que apresentei nos primeiros semestres.
Embora tenha refletido e observado muitas leituras e conteúdos, o diferencial mesmo que percebi nas minhas investiações foi esse.
E ainda mais, percebi qual a importância deles nas minhas reflexões, principalmente agora que preciso repensar muitos conceitos, aceitar uns, refutar ou questionar outros.
Estamos sempre em mudança, em construção, e isso é extremamente importante em nossa profissão, onde lidamos todos os dias com seres pensantes e cheios de curiosidades, vivendo em uma sociedade mutante permanentemente, em ritmo acelerado. Se ficarmo para trás, acabou tudo, acabou a alegria, o brilho, e a vontade de fazer qualquer coisa.
Sei de meus erros, reflito e aprendo com eles, lembro que Paulo Freire diz que somos ''seres inacabados e condicionados, mas mesmo assim, diante da nossa consciência de nossas desconstruções, temos certeza que podemos ir além. E essa diferença mostra que, embora condicionados, somos determinados.'' (FREIRE, 1988)
Portanto, creio ter sido muito benéfico para mim retomar atividades passadas para que elas fiquem mais claras agora, diante de todos os outros conhecimentos e crescimentos que tivemos ao longo desse curso.
domingo, 19 de setembro de 2010
Projeto de aprendizagem.
Hoje dei uma passeada pelo seminário integrador do terceiro semestre, e me deparei com o título de um filme que vimos e que comentamos também. Foi um filme antigo, mas muito bom, que me fez refletir sobre um assunto na época, mas que hoje me remete a outro ponto de vista aind amaior. O nome desse filme é "Doze homens e uma sentença". Trata-se de um jurado de acusação, onde onze dos juris já estão condenando o suposto réu, pelas evidências mostradas a eles até então, considerando-o culpado pela morte de uma pessoa. Mas um único juri decide que ele é inocente, mas o juri precisa ser unânime para que acabe o julgamento. Ele afirma que não há evidências suficientes para simplesmente doze pessoas dizerem que aquele jovem, com apenas 18 anos fosse o culpado e condenado a muitos anos de prisão de um crime que ele pode naõ ter cometido.
Aos poucos começa a convencer seus colegas jurados que o réu pode ter sido mais uma vítima, dando evidências do que afirmava.
No fim das contas, o juri decidiu por absolver o réu, com todas as evidências de que não poderia ter sido ele o autor do crime.
Pensando nesse fato, mesmo que fictício, podemos observar o que fazemos todos os anos em nossa sala de aula, arpovamos ou reprovamos determinados alunos, mesmo que eles tenham feito suas provas, mesmo que possamos dizer que eles reprovaram por seu próprio mérito. Mas isso não é de fato a verdade, pois podemos estar simplesmente lavando nossas mãos e deixando de fazer algo muito importante em benefício deles. Refletindo em meu trabalho, posso afirmar que minhas tentativas de PA na minha turma é justamente para resgatar aqueles que foram de uma forma ou de outra, deixados de lado por mim, ou por outro professor. E o trabalho com PAs pode e deve deivar a criança muito mais motivada do que o usual, pois ela irá trabalhar com coisas que lhe são interessantes. Será que isso é possível? Claro que sim, mesmo que muitos acreditem que não seja muito ortodoxo, até porque não poderíamos sair do que é tradicional, mudar nosso sistema de ensinar. Parece ser assustador, mas pode dar muito certo. O que vale é a tentativa de encontrar novas evidências de que o aluno tem sim condições de aprender.
Retirado do SEMINÁRIO INTEGRADOR- EIXO 3
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Dia 15 de setembro de 2010
"Identificam-se com profissões e com determinados profissionais, surgindo vocações e talentos e a famosa frase: “quando eu crescer serei...”, tentando obter reconhecimento pessoal, mas já percebendo que terão que ajustar-se às normas do mundo e que nem sempre são as mesmas de sua família de origem, deparando-se com os códigos de lealdade, que poderão trazer muitos conflitos internos e embates familiares. "
Esse ponto traduz o que percebo em meus alunos. Essa tentativa de autofirmação é muito complicada, pois a criança vem de uma família onde havia e ainda há muita influência em sua personalidade, criando situações conflitantes e até mesmo impossíveis de tentar reagir. Outro fator que Freud deixa bem claro, diz o seguinte:
"É a fase onde a transição está ocorrendo e não é mais criança, mas ainda não é jovem (fase infanto-juvenil), desejando em alguns momentos permanecer num estado de despreocupação, liberdade e aventura, e em outros total inércia. "
Essa criança precisa, como foi dito por Durkheim(1955, p. 25-56), sentir vontade de aprender e, se ela não tiver a firmação necessária, ou se ela ainda não tiver encontrado a maturidade suficiente para ter as mínimas condições de aprendizagem consciente, não haverá progresso, muito menso interesse por ela.
Essas leituras foram retiradas na disciplina de DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA - 2ºsemestre
Autor: "Jung, Carl G., O Desenvolvimento da Personalidade, Ed. Vozes, 1988
Lievegoed, Bernard Fases da Vida – Crise e Desenvolvimento da individualidade,
Ed. Antroposófica
domingo, 12 de setembro de 2010
Dia 12 de setembro de 2010
O que selecionei mais para reflexão do assunto citado em meu TCC, foi um texto de Durkheim, na disciplina de Escola Cultura e Sociedade (disse lá que era 1ºsemestre). Esse texto é muito reflexivo, vejamos:
"Bem longe de estarem em oposição, ou de poderem desenvolver-se em sentido inverso, um do outro sociedade e indivíduo são idéias dependentes uma da outra. Desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, não tem por objeto, ou por efeito, comprimir o indivíduo, amesquinhá-lo, desnaturá-lo, mas ao contrário engrandecê-lo e torná-lo criatura verdadeira humana. Sem dúvida, o indivíduo não pode engrandecer senão pelo próprio esforço. O poder do esforço constitui, precisamente, uma das características essenciais do homem".
Minha pergunta norteadora do TCC é: "Como o PA pode contribuir com o desenvolvimento de habilidades de produção textual nos alunos com dificuldades de aprendizagem?"
Penso que este pensamento de Durkheim nos faz refletir qual seria um dos fatores muito importantes para que a criança que apresenta dificuldades de aprendizagem possa ter maior compreensão a respeito dos mais diversos assuntos que se lhe apresentam.
Aquela criança que não aprende ou que custa muito para aprender, pode estar precisando de estímulos os quais a auxiliarão na descoberta de novos conceitos elaborados por ela mesma. Ela precisa se ajudar primeiro, porque mesmo que ela tenha recebido informações teóricas para que possa compreender determinados assuntos, mas que se ela não tiver condições de reter esse conhecimento, ou não faça esforço para que ele passe a fazer parte de seus conhecimentos, de nada servirá o esforço do professor em tentar ajudar esse aluno.
Essa leitura de Durkheim está disponível em seu livro:
domingo, 29 de agosto de 2010
Minhas questões norteadoras....
Diante dessa constante (se perguntarmos para qualquer professor na face da Terra, dirão que sim!!) que acontece todos os dias nas escolas do mundo todo, afirmo que as dificuldades de atenção eles tem e podemos até descobrir suas causas, sem muito sacrifício, mas a questão é: o que fazer a partir do momento em que a criança apresentar esse problema? Não posso ir em sua casa e dar um jeito em seus pais, não posso também, criar novos métodos de ensino em que se inclua maneiras de eliminar monstros de games. Então, por onde começar?
É essa a minha problemática. Mas ainda não sei quais serão os meus instrumentos, somente sei que farei um estudo de caso com a minha turma de quarta série.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Nona semana
De 07 de junho a 11 de junho de 2010
Nesta semana de aula, a nossa escola estava empenhada em realizar trabalhos e preparar o dia do meio ambiente na escola, ou dia da conscientização ambiental. Para tanto, cada turma deveria realizar atividades relacionadas.
Na minha turma, todos ficaram empolgados com as atividades, mas eles não contavam com minha atividade de última hora, porque ainda não havia comunicado a eles. Estava na hora de eles fazerem pesquisas na internet, mas sozinhos, sem auxílio de pais, tios, irmãos ou vizinhos. Por isso os levei a te o laboratório de informática e fiz uma demonstração de como deveriam proceder, desde a pesquisa, até a abertura de um documento no Word, copiar, colar e depois salvar em uma pasta no computador.
Quando terminaram, imprimi todo o que encontraram e que eu também encontrei, mas nas pastas que salvaram. Na sala de aula fizeram cartazes, desenhos e até os três Rs bem explicadinhos.
No sábado, fizemos a exposição de tudo o que pesquisamos, de tudo o que trabalhamos e com o uso das tecnologias, e ficou um trabalho muito legal.
E para agradecer toda a colaboração do grupo, fizemos um teatro sobre o meio ambiente e eu fiz a cena de uma onça, em homenagem à minha turminha, que estava lá e aplaudiu de pé. Fiquei emocionada. Foi muito lindo, inesquecível.
O professor desde a muito tempo sempre carregou o estigma de uma criatura sem sentimentos, não que o fosse, nem que falassem sobre isso, mas a maneira a qual se portava diante de sua classe e de seus colegas, alienados de tudo e de todos, simplesmente determinados a fazer exatamente o de sempre, sem ao menos tentarem um novo olhar. “O professor tem que tornar a pintar ou tornar a representar o material que conhece da cultura estudantil ou do objeto a ser estudado...é um processo engenhoso, sob a forma de uma investigação crítica perturbadora.” (FREIRE, 1986)
oitava semana
De 31 de maio a 04 de junho de 2010
Nesta semana precisava trabalhar com eles a escrita de textos, pois percebia que a dificuldade era muito grande, mas observei que a cada dia se tornava mais difícil de estimulálos à escrita de textos ou pequenos diálogos, tudo parecia muito difícil, mas nada é impossível.
Decidi então, realizar alguma atividade que os deixaria muito felizes, ou pelo menos fugiria da rotina de sala de aula. Então participamos de uma caminhada ao redor do Lago Tarumã, aqui em Viamão, um lugar muito bonito, perto da escola, muito conhecido, mas pouco cuidado e, devido ao descaso das autoridades locais, que resolvemos fazer essa caminhada ecológica.
Cada aluno levou sua sacolinha para depositar qualquer lixo que encontrasse ao redor do lago. No início foi meio complicado, porque eles ficavam com vergonha ou com nojo do lixo, mas depois começaram a se indignar por causa da grande quantidade de sujeira que estavam vendo e passaram a recolher tudo o que achavam pelo caminho.
O final da caminhada foi marcado por uma grande montanha de lixo, que fizemos questão de mostrar a todos na escola. Depois dessa caminhada, pedi a eles que fizessem um relato de tudo o que aconteceu naquele dia, e o que mais chamou a sua atenção naquele dia. Esse relato deveria ser entregue no outro dia.
Foi uma ideia muito boa, porque as escritas embora ainda tivessem bastantes erros ortográficos, eram mais criativas, mais honestas, menos artificiais, parecia que não havia nenhuma dificuldade em escrever, parecia que tudo acontecia com muita tranquilidade. Foi muito gratificante tanto para eles como para mim.
Por isso que a cada dia creio mais ainda que a criança precisa de motivação, porque então ela sentirá não somente vontade de realizar algo, mas tomará uma ação, porque a criança se motiva a medida em que está atuando, e não antes disso. (FREIRE, 1986)
sétima semana
De 24 a 28 de maio de 2010
Estava um pouco apreensiva para o desenvolvimento das atividades dessa semana, pois iríamos entrar com toda força em nosso projeto do PBWorks da turma. Embora já tivesse olhado e visitado nossa página, nenhum dos alunos ainda havia feito alguma postagem. E era por isso que estava receosa, de como eles compreenderiam o funcionamento dessa ferramenta ou desse software.
Decidi por apresentar as maneiras de utilizá-lo na sala de vídeo, onde teria maiores possibilidades de demonstrar como colocar postagens, fotos, entre outras coisas. Apresentei tudo no Data Show, com internet no telão.
Antes de qualquer coisa, apresentei a eles o Word, pois precisariam aprender a editar textos, a salvá-los, a copiar e colar, coisas que não sabiam fazer e que julguei necessário ensinar. Isso foi de grande ajuda, pois após essa demonstração, quase que um tutorial, eles passaram a digitar sozinhos, facilitando o próximo passo, que seria a escrita individual no laboratório de informática.
Quando trabalhamos no laboratório, ficou mais fácil de eles se encontrarem com o material que utilizariam, bem como das atividades que deveriam executar. A atividade era criar um texto falando a respeito de si, e um pouco da experiência que haviam experimentado ao utilizar o computador de uma forma diferente da que estavam acostumados.
Ao terminarem a atividade, abri para cada grupo o PBWorks e a próxima tarefa seria a de inserir o texto em uma nova página. Eles executaram muito bem, mesmo que com um pouco de auxílio meu, mas conseguiram realizar a atividade a contento.
Confesso que esta foi a semana mais desafiadora que tive, pois mesmo tendo conhecimento das ferramentas que utilizaria, não seria nada fácil transmitir a outros esses conhecimentos, ainda mais a crianças que nunca tinham ouvido falar em PBWorks (que agora faz parte da linguagem deles) e Word, copiar, contro c, control v, etc.
A minha conclusão dessa semana lembra muito o que Paulo Freire (1978) cita a respeito do trabalhador social que precisa ampliar cada vez mais seus conhecimentos, não somente do seu ponto de vista de seus métodos e técnicas de ação, mas também dos limites objetivos com os quais se encontra nos seus quefazeres. Se não tivermos um suporte teórico, ou alguém que colabore com nossas ideias, ou até mesmo divirja, mesmo assim que haja uma interação, porque muitas vezes ainda nos depararemos com dúvidas, medos e incertezas, mas melhor do que mantê-los é modificá-los.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
SEXTA SEMANA
Essa foi a semana de retomada de fôlego, para colocarmos a casa em dia. Em primeiro lugar, terminamos a maquete que havia ficado inacabada. Depois, como estávamos iniciando as nossas avaliações, tive que fazer alguns reforços de conteúdos, e depois disso, a turma estava com dificuldades em resolver os problemas encontrados na sala de aula. Fizemos uma retomada de tudo o que já havíamos feito, e depois pensamos no que deveria ser feito na próxima semana.
Foi acordado que deveríamos fazer uma lista de coisas que estavam acontecendo de errado em nossa sala de aula, antes de podermos analisar a escola como um todo. Precisávamos criar estratégias e tentar reverter o quadro de turma desunida, sem limites, ou sem diálogo. Então sugeri a todos, após uma palestra que participei, com José Pacheco, da Escola da Ponte, o painel do “Acho mal”, mas modificado para a nossa turma, transformado em “Foi Legal” e “Não foi legal”, que deixei bem exposto na sala de aula.
O que transformou realmente essa semana foi que o plano não era exatamente como acabou por se tornar, pois precisaríamos trabalhar toda a escola, e não somente a nossa turma. Mas com bons argumentos de todos, como por exemplo: “Não adianta nada olharmos o que está errado lá fora, se aqui dentro está uma verdadeira bagunça”, ou “Precisamos primeiro consertar o que está errado aqui na sala e depois vamos olhar o que está errado no resto da escola”, e assim por diante, que resolvi inovar com este mural.
Acho que foi a melhor coisa a fazer naquele momento, porque este trabalho envolveu a todos. Cada coisa que acontecia de errado com alguém, ia pro “Não foi legal”, ou quando as coisas eram boas, iam para o “Foi legal”. No fim da semana ficamos de fazer uma reunião com ata e tudo, para verificarmos quais eram as maiores dificuldades encontradas pelo grupo e quais as ações que deveríamos tomar para tentar resolver os problemas citados.
Esse tipo de atitude reflete o que diz Piaget (1975): “A ação constitui um conhecimento autônomo”. Portanto, observo que Piaget queria dizer que o conhecimento é um tomado de consciência, que se dá a partir dos resultados da ação, através das análises dos meios empregados e dos mecanismos inconscientes da ação. Por isso que acreditei estar indo pelo caminho certo, ao promover essa nova atividade em sala de aula, e espero sinceramente que dê certo.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Quinta semana
Cada grupo ficou incumbido de escolher um setor da escola, como por exemplo: SOE, Supervisão, Biblioteca, Secretaria, Monitoria e Direção da escola. Cada grupo elaborou em sala de aula, algumas questões norteadoras para sua saída de campo. Eles precisavam conehcer o ambiente, quem trabalhava lá, o que fazia, se os alunos tinham ou não acesso a esse determinado setor, o que o mesmo ocntribuía para o bom funcionamento da escola e auxílio ao educando.
No outro dia, marcado e já avisado aos setores, os alunos foram, cada grupo ao seu destino, e fizeram a entrevista com uma condição: além de coletar dados a respeito do setor, os alunos deveriam analisar o ambiente, as acomodações, e registrar, seja com fotos ou com gravação de voz, ou até mesmo com desenho do ambiente pesquisado. Depois dessa pesquisa de campo, cada grupo deveria retornar à sala de aula e preparar esse material para poder apresentar aos colegas, a fim de que os mesmos tivesse conhecimento dos ambientes pesquisados.
Fico devendo as fotos, porque o meu blog está apresentando um problema, mas assim que o resolver farei a postagem.
Após todo o processo de visita de campo, de coleta de dados, e de montagem das apresentações, fizemos um seminário concluindo toda a atividade, com perguntas de todos e apresentações de fotos e gravações, bem como de desenhos e gráficos de cada grupo.
Todos observaram como funciona cada setor, questionando e fazendo perguntas pertinentes e necessárias para o reconhecimento de ambientes que antes não foram explorados e que estavam dentro da escola em que eles circulavam todos os dias.
Depois de toda a apresentação e das conclusões de que todos os setores são de benefício para os alunos e de que todos os setores existem para auxilair não somente aluons, mas professores e funcionários também, os alunos se rpeocuparam com questões que nenhum setor tem consguido resolver, que é a questão da violência, tanto dentro,q uanto fora da sala de aula.
Foi criada então uma comissão investigativa para a próxima semana, onde todos farão pesquisa e observaçõe para desenvolver projetos que aixiliem tanto a eles em sala de aula, quanto a todos os outros dentro dos muros da escola.
Organizamos espacialmente nossa casa, nosso quarto, coisas de nosso domínio pessoal. Percebemos a organização espacial de uma sala de aula, de uma escola, de uma indústria, de uma cidade.
A ocupação ou divisão do espaço está relacionada co a própria divisão da sociedade em grupos sociais, ou características diferentes, mas interrelacionadas.
Segundo o filósofo Michel Foucault, " a organização de um espaço serial foi uma das grandes modificações técnicas de ensino elementar...Determinando os lugares individuais, tornou-se possível o controle de cada um e do trabalho simultâneo de todos."
A lógica das organizações espaciais tem suas raízes na própria estrutura da sociedade. Numa sociedade estruturada em classes, o espaço estará estruturado também segundo as classes sociais. As divisões muitas vezes são visíveis na própria "paisagem": edifícios de apartamentos sofisticados, favelas, conjuntos habitacionais, e assim por diante.
Ao observar a organização espacial da escola, a criança pode perceber que à divisão do espaço corresponde um adivisão social do trabalho. Existe um espaço determinado para a direção, os professores, os serviços de cozinha, limpeza e assim por diante. Ao mesmo tempo, fazendo uma análise destes locais os alunos começam a perceber que existe uma relação entre a construção física, sua disposição espacial e sua finalidade.
Portanto, o aluno localiza dependências da escola, identifica suas utilidades, debate sobre elas, descobre a lógica da organização do espaço escolar. É assim que ele se prepara para analisar outros espaços, que também estão organizados segundo regras bem determinadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Antunes, Aracy R., Heloísa F. Menandro, Tomoko I. Paganelli. Estudos Sociais, teoria e prática - Access - 1993 pp. 61-67
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Quarta semana
Essa parte foi essencial para que houvesse uma organização e um bom planejamento de ação. Cada um sabia exatamente o que iria fazer, e isso eles deixaram bem claro por determinarem as tarefas e começarem com bastante autonomia o processo de confecção dos espaços físicos da escola. Essa tarefa envolveu todos os alunos por uma manhã inteira. E essa maquete não foi feita em grupos, ou seja, cada grupo faria uma. Não, na verdade o grande grupo faria somente uma maquete, mas todos deveriam contribuir com suas ideias e também mão de obra.





A estrutura de quase toda a maquete estava pronta, faltava somente a quadra esportiva e a pracinha, que demoraram mais para ficarem prontas. As árvores também ficaram por último.
A grande e única dificuldade que observei durante o processo, foi de que eles tinham uma dificuldade de executar a maquete, porque confundiam o tamanho de prédios e de itens que compunham o cenário, daí a demora de conclusão da maquete. Mas com a ajuda de raciocínio lógico e observações da planta alta no quadro, aos poucos foram percebendo que não poderiam fazer certas coisas maiores do que outras. O resultado foi muito bom.
No outro dia, fizemos então, o seminário a respeito das questões que as crianças escolheram para perguntar aos familiares. O que me deixou muito curiosa foi o fato de quase todos falarem a respeito do mesmo assunto, quando foram formular seus questionário. A pergunta que circulou entre quase todos era se os pais gostariam de fazer parte de outra família, ou se eles se arrependeram de terem tido filhos.
Claro que não perdi tempo e com muita sutileza comecei a indagar o porquê de sua curiosidade em saber isso, aliada às respostas dos pais. A maioria disse que os pais não se arrependeram de nada, mas sempre tendo alguns poréns, como por exemplo, alguns pais disseram que não se arrependiam de nada, mas se fosse voltar no tempo, não teriam filhos. Coisas assim. Depois de termos falado a respeito das perguntas e das respostas, solicitei que falassem a respeito da experiência de terem elaborado perguntas para fazerem a pessoas que geralmente conversam com bastante intimidade, e os motivos de terem escolhido tais perguntas. As respostas foram as mais variadas, desde aquelas que diziam que já sabiam a resposta, até àquelas que não esperavam aquela resposta, embora tenham entendido e aceitado "numa boa". Senti, ao finalizar as conversas, que alguns tinham grandes ressentimentos, muitas frustrações e ainda muitas dúvidas sobre sua família, ou se a sua era realmente uma família. Então fiz a proposta de vermos o filme " A família do futuro", que retrata um pouco de futurismo, mas recheado de situações que acontecem em todas as famílias.
A proposta no dia seguinte, foi a de que imaginassem como seria a família ideal e colocassem esta família no papel, tanto com imagens quanto com palavras. Todos resolveram primeiro fazer desenhos, ficaram um bom tempo desenhando. Coloquei uma música básica de fundo para que refletissem, relaxassem mais. Depois, cada um escreveria o que quisesse, uma frase, ou um texto ou até mesmo um acróstico da família. Ficou muito bom, prometi que faria uma exposição das gravuras na próxima semana.
A importância da família para a formação de cidadãos conscientes.
A família deve ser a principal responsável pela formação da consciência cidadã do jovem e também apoio importante no processo de adaptação das crianças para a vida em sociedade. Uma boa educação dentro de casa garante uma base mais sólida e segura no contato com as adversidades culturais e sociais, características do período de amadurecimento. A ausência familiar gera graves consequências na formação, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades.
No entanto, desde o início do processo de industrialização, a sociedade passa por transformações que resultam em uma postura cada vez mais individualista por parte da maioria da população jovem. O ingresso da mulher no mercado de trabalho diminuiu o tempo disponível para a dedicação aos filhos daquela que, antes, só se dedicava quase que exclusivamente à formação das crianças.
O educador Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente, declara que a partir do momento em que as crianças ficam soltas na comunidade e entregues às diversões eletrônicas, há uma perda de referência em relação aos valores considerados importantes para o desenvolvimento de uma base sólida. Porém, segundo ele, não basta apenas estar presente, é preciso saber educar de forma correta. “O problema, a meu ver, não é o tempo que os pais passam com os filhos. O desafio está na qualidade dessa convivência, que deve ser marcada por um forte componente de presença educativa”, diz Costa.
O educador ainda afirma que, no Brasil, a ausência dos pais na formação dos filhos é algo recorrente. “Existem muitos educadores familiares que não são pais biológicos das crianças sob sua responsabilidade”, revela.
O pouco contato com os pais durante o dia-a-dia faz com que a responsabilidade do ensino básico da criança fique delegada à escola. Se, antes, a escola desempenhava a ação de educadora profissional, hoje, muitas vezes, desenvolve tambémo papel de primeira formadora da consciência cidadã dos jovens.
Quando a família não dispõe de tempo ou condições para dar a base afetiva e educadora à criança, além de iniciar a vida escolar de forma bastante fragilizada, ela pode desenvolver carências que vão além do âmbito escolar. A psicopedagoga Clélia Estil, diretora da Associação Nacional de Dislexia (AND), afirma que a falta de base familiar traz diversos efeitos negativos para a formação dos filhos. “Crianças sem base afetiva estável carregam consigo medos e incertezas sobre suas possibilidades de aprender, que se manifestam como vínculos negativos com a aprendizagem”.
A escola é considerada a extensão da família e, trabalhando juntas, as duas instituições desempenham o papel de educadores. Muitas vezes, não é simplesmente a educação apenas que leva a criança a ter solidez e confiança naquilo que faz. Amor e atenção também são importantes. A especialista em psicopedagogia Sônia Küster considera a escola um espaço onde a criança pode ampliar suas relações sociais e diz que as atividades que envolvem a participação dos pais lá desenvolvidas geralmente têm boa repercussão no contexto educacional.
A omissão familiar faz parte da realidade mundial e, de acordo com Sônia, essa carência pode ser suprida com um bom clima relacional que depende muito mais da qualidade das relações do que do tempo que os pais e os filhos passam juntos. “Podemos nos fazer presentes por meio de telefonemas no meio da tarde, de bilhetes deixados em lugares estratégicos e de tarefas colaborativas para a dinâmica familiar”.
Ao realizar minhas pesquisas a respeito de família, encontrei essa reportagem no site www.metodista.br , Espaço Cidadania - Universidade Metodista de São Paulo -, e não tive como retirar algumas partes dela, pois tudo o que gostaria de relatar e concluir estava ali escrito. Essa é a minha opinião e concordo com tudo o que foi citado acima. Ainda mais, contemplo todos os dias essas sitações, onde cada criança traz consigo sua bagagem por muitas vezes pesada demais, como uma aluna minha, que sua mãe a largou de mão beijada para sua tia, sem querer recebê-la de volta, e que hoje, aos 11 anos de idade, sofre de dores abdominais horríveis (dentro de sua imaginação), explicitando da maneira mais simples sua necessidade de atenção e carinho, coisas que não são supridas bens materiais, ou com uma morada, mas que são extremamente necessárias a todas as crianças.
Percebi que meus alunos, embora sintam-se por vezes solitários, sentem-se como parte de uma instituição, que é a família, pois em todas as suas falas, eles demonstraram isso. E isso me deixou muito feliz, mais feliz ainda quando recebi o seguinte comentário: "Pro, eu consegui falara com meu pai, que está sempre ocupadíssimo. Mas quando ele viu que o assunto era muito sério, prontamente largou tudo o que estava fazendo e me auxiliou, respondendo ao questionário. Fez ainda mais, conversou comigo a respeito das perguntas, perguntando qual era a minha opinião sobre o assunto. Fiquei super feliz."
Era isso que eu queria. E consegui
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Terceira semana..
domingo, 25 de abril de 2010
Segunda semana!!
Gerou muita euforia, pois ninguém sabia o que seria feito com suas fotos, e eu, é claro, não disse nadam, somente disse que precisavam saber de onde eram as fotos, quem estava com eles, quantos anos eles tinham na época, etc.


Aqui estão algumas fotos da turma com sua linha do tempo...
Pâmela
No outro dia, falando a respeito de família, fizemos um gráfico a respeito de quantas pessoas moravam na mesma casa, quem era, etc,. Esse gráfico foi confeccionado por todos os alunos, com minha ajuda, é claro, mas depois de pronto, eu fiz uma remontagem com ele, e o expus na sala como amostra de nosso trabalho.
Na quarta-feira comecei a aula com a música "Família", dos Titãs. Depois de dar a eles a letra da música, deixei que ela tocasse algumas vezes. Então começamos a falar de como era a família de cada um, se tinha algo a ver com a música (a maioria disse que era "tudo a ver" com eles). Pedi que escrevessem a respeito de como eles enxergavam a família, qual sua importância, onde eles se achavam nela, se eram como as dos outros. Esse texto era para ser feito individualmente, mesmo que estivessem em grupo, ou que suas famílias fossem de certa forma parecidas, era para ser individual.
Depois de algum tempo, fizemos um pequeno seminário, onde todos fariam a leitura a respeito do assunto, o que gerou um bom debate entre eles. Mas todos concordaram que a família que hoje se apresenta está muito longe de ser a família ideal, o que gerou mais polêmica, e título para outra análise: de como seria a família ideal ou do futuro. Fiquei de passar para eles o filme:"A família do futuro", mas não consegui marcar o vídeo, então fiquei devendo, mas já me cobrara e vão querer vê-lo de qualquer jeito.
No dia da aula de português, fizemos a leitura de como seria a família ideal. Saíram ótimas ideias e também constatações de que seria meio difícil de conseguir que essa família existisse de verdade.
Na aula de Educação Artística, pedi que montassem a sua família com recortes de revistas, mas não disse se era para cortar pessoas, ou pedaços delas, se era para criar pessoas a partir de coloridos. Deixei que criassem com sua imaginação. Foi muito prazeroso esse trabalho, pois muitos escolhiam as pessoas mais comuns para identificar como um membro da família, ao invés de escolher os melhores.
Deixei engatilhado para essa semana, cinco perguntas de cada aluno para formularmos um pequeno questionário investigativo a respeito da origem de cada membro da família, de onde vieram, onde nasceram, etc. Depois de entregue, selecionaremos algumas das perguntas e montaremos a lista de perguntas, para análise posterior (faremos uma pesquisa das etnias, salientando as diferentes raças, culturas, costumes, etc.)
Gostaria de ter postado o vídeo com a música dos Titãs, mas não tenho conseguido colocar vídeos aqui no blog, não sei se é só comigo, ou se é um problema geral.
Semana que vem eu volto...Abraço.
domingo, 18 de abril de 2010
FOTO DA MINHA TURMINHA
Primeira semana
Vou explicar agora como minhas ideias começaram a fluir.
Os comentários a respeito do vídeo foram muito positivos, pois eles observaram que realmente somos diferentes, e daí??
Pensei em como terminar nossa bela aula, que foi muito agradável, então fiz uma dinâmica com eles, da seguinte forma: entreguei uma folha em branco a cada um dos alunos, depois pedi que desenhassem seus rostos, ou como achavam que eram, ou como gostariam que fosse, ou como poderiam ser.
Depois disso, deveriam pintar do jeito que quisessem, se quisessem colar papel, pintar com têmpera, ou com canetinha ou lápis de cor, enfim, deveriam fazer sua máscara livremente. E quando todos terminaram, fizemos um círculo sentados, e cada um, com sua máscara deveria se apresentar, falando de como eram, de onde vinham e como se sentiam com relação a si, qualidades e defeitos. Depois de todos se apresentarem, cada um escolheria uma máscara que se identificaram, uma máscara que não se identificaram, e uma máquina que gostariam de usar.
No final, cada um escolheria outro para que pudessem falar o que viam por detrás da máscara do outro, entre qualidades e defeitos. Todos ficaram muito felizes com esse trabalho e percebi que começaram a se conhecer um pouco mais depois dessa aula.
Para fechar a semana com chave de ouro, fizemos a escolha dos grupos áulicos. Houve uma eleição onde cada um deveria escolher um colega que gostariam de aprender com ele, um colega que gostariam de compartilhar conhecimentos e um colega que gostariam de ensinar. Depois de escolhidos, eu faria a contagem dos votos e os seis mais votados seriam os líderes de um grupo. Foram formados seis grupos, com cinco componentes, sendo que uma das meninas de um dos grupos foi transferida para outra escola, mas logo em seguida recebi mais um aluno (com 15 anos de idade). Foram faladas as regras dos grupos, odne os líderes deveriam organizar seu grupo, mas que não haveria abuso de poder, somente a título de organização. Cada grupo teve que escolher o nome que os representaria, então vou colocar aqui mais ou menos como ficaram:
GRUPO 1- Os inteligentes
GRUPO 2- Gre-Nal
GRUPO 3- CLMTV (iniciais do nome de cada um do grupo)
GRUPO 4- Os campeões
GRUPO 5 - Black
GRUPO 6- As quatro mosqueteiras e um cavaleiro
Percebi nesta semana de aula muitas coisas, que vou relatar a seguir como sendo minha avaliação semanal de estágio.
Nesta semana minhas reflexões giraram em torno de como trabalhar com minha turma, o que trabalhar e se conseguirei trabalhar.
Primeiro, pensei muito em relação a ser uma profissional que já atua a algum tempo em sala de aula, portanto não deveria ser nada complicado elaborar uma semana de aula. Mas então começaram a aparecer todas as coisas que sempre temi e sempre tive bastante dificuldade, o fato de não saber ou melhor, não conseguir fazer um plano de aula por escrito, ou seja, colocar todas as minhas ideias debaixo de tópicos como: introdução, objetivos, conteúdos, etc. Isso é muito difícil para mim. Simplesmente não consigo, dá um bloqueio e nada flui. Essa, por enquanto foi a minha maior, e porque não dizer, a única dificuldade que encontrei e que com certeza, continuarei enfrentando. Por isso, aproveito o espaço e peço ajuda nesse sentido. Não sei se é um bloqueio, desda a época do meu curso normal, onde deveríamos fazer tudo, sem ao menos ter noção de como é uma sala de aula, o que se passa na cebeça do aluno, entre outras reflexões.
Quero deixar aqui bem claro, que não há nenhuma dificuldade em elaborar atividades, linká-las a outras, interdiscipliná-las, minha dificuldade gira em torno de não conseguir escrever os projetos ou arquiteturas no cronograma que nos mandaram.
Com relação a começar o estágio, me sinto como uma adolescente que está começando sua vida profissional, e que precisa muito passar para poder mostrar que já aprendeu algo e que já pode ter uma profissão.
Está sendo, para mim, uma experiência única e maravilhosa.
(ESPERO TER FEITO ESTA PÁGINA COMO DEVERIA SER)
sábado, 3 de abril de 2010
Começo do fim...
